terça-feira, 7 de outubro de 2008

As paredes me acompanham, so elas veem o que aqui acontece, so elas poderiam sentir...
é com elas que eu finjo viver. crio inimigos imaginarios so pra disfarçar que a batalha é comigo mesma.
Vivendo sozinha, acordando sozinha, pensando sozinha, sentindo sozinha...
Isso parece tão bom, mas ao mesmo tempo tão assustador...
Nao tenho bloqueios, amarras, nao tenho ninguem para me segurar.
Ai vem o medo, o medo de mim mesma... ate onde eu vou chegar?
eu penso tanto, sinto tanto, me prendo a cada detalhe, um dia parece ter o peso de anos...
observo tudo, e parece que so eu observo. as pessoas parecem que nao sentem mais, simplesmente sobrevivem o dia.
eu comemoro o nascer do sol, sinto os perfumes, imagino pensamentos me choco ao ver a desigualdade, presto atençao a cada palavra ouvida(mesmo que nao sejam dirigidas a mim)
porem as pessoas vivem seus atos previsiveis de suas rotinas inviolaveis.
choro, sinto-me sozinha...
Sera que eu sou a errada nesse mundo? 
Sinceramente se o resto das pessoas estivesse certo o mundo nao estaria como esta.
N.

3 comentários:

Murillo Leal disse...

Muito Bom poder sentir tudo isso!

Belo texto!

murilloleal.blogspot.com

Verde disse...

aih natchuuka!! saudades de usted!


verde del aeq!

Thomas disse...

de desfaça de seus bens materiais e viaje pra cuba =)