quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
Menino de rua.
O menino era maior que ele. O poste é cinza o menino é preto, azul, amarelo e branco. O poste é magro, o menino é mais... Mas o menino é maior que ele, e é isso o que importa. E alem disso o menino enxerga acima do poste, o menino enxerga a realidade. O menino possui todas as nacionalidades, ao mesmo momento que nao possui nenhuma. E o menino tem todo o sentimento do mundo(e vale mais que ele).
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
Sobre minhas telas
Ela pintou... Não com as cores que queria mas pintou. Aquelas cores desejadas ja nao existem mais. Aquelas cores se perderam dentro dos tubos de tinta numa semana de 1922. Alguns historiadores alegam que elas nunca existiram, outros falam que elas estao escondidas em algum suburbio ou em telas e papeis que se vendem nas praças(certas praças)...
A pintura tem gosto de presente e eu particularmente ainda prefiro o gosto das traças. E isso nao se consegue sem aquelas cores. Cores de mudança, cores de um novo traço, cores de expressao, cores que duram muito mais que 100 anos, cores que se prendem na mente(na minha mente).
quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
E as tais brigas internas
É dificil saber de que lado estou, e quantos lados existe... O problema é que na minima movimentaçao de qualquer movel, a sala revive a nuvem de poeira, e eu tento limpar e ajeitar tudo novamente... Mas é tanta poeira, tanto bolor, tanta sujeira. Se nao mexer em nada tudo parece limpinho, mas se arrasto os sofás as aranhas e baratas pulam em cima de mim... E ai deixo tudo como esta ou vou ate o fim? Se nao for ate o fim, sempre saberei que esta sujo, posso nao ver a sujeira, posso olhar com olhos grossos... Mas o cheiro? O que faço com o cheiro?
N.
N.
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